sábado, abril 19, 2008

Sem

E eu era sombra estreita de um céu sem nuvens
Sem forças, esforçava-me em vão.
era também do velame e do vinagre
O ardido doce
Da lâmina que corta
a dor
e o sangue
Da mãe que chora
A alegria de vê-los voltando da chegada
De uma parte eu era o todo
E não estava em parte alguma
O fogo que queima quando está frio
Era o melhor de amigo de seus amigos
E talvez seu
E,
Eu era o nada
Eu era tudo
Enquanto era seu
Enquanto eras minha.

3 comentários:

lika disse...

Caim...adorei ler teus poemas, não sei se são reais mas me faz pensar q sim...q até te conheço um pouco mais...
Gosto ainda mais quando vc parece estar nervoso...rs

até breve, bjss

Baby T.

Magno Rocha disse...

Muito bom este seu espaço! Estilo instigante!***
Convite: link do meu blog 'Selva Brasil':
http://selvabrasil.blogspot.com/
Meu blog literário:
Neste hospedo contos, crônicas, poemas, foto/imagens e um zine (projeto paralelo). Confira!
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Leia também o meu zine 'Sombras'; está hospedado no meu blog.
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Twitter: http://twitter.com/magnorocha
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MSN: magno.correio@hotmail.com
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TRECHO DO BLOG (atualizado diariamente)
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"Foi, num arrombo, às compras. Passou pelas vitrines. Passou pelos bonecos de plástico. Passou pelos semáforos. Passou pelos carros/homens de controle-remoto. Desceu ladeiras. Subiu. Riu-se de um vendedor com um megafone. Pensou que só lhes faltavam vestirem-se de palhaços. Parou de pensar ao encontrar à sua frente um circo inteiro convidando para um espetáculo de compras à vista com cinqüenta por cento no cart..."
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Anônimo disse...

[Mande brasa nesse blog, meu amigo.
Tá ficando arretado!]

J. Douglas Alves